terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Mãe Natureza

Somos nada mais do que o fruto de um complexo processo evolutivo, que em seu caminhar desde os tempos mais remotos produziu seres extraordinários com estruturas incríveis. O que nos diferencia de todas as demais espécies que já andaram sobre esta terra é nossa capacidade de alterar do forma gritante o ambiente em que vivemos, modificamos o relevo, o curso dos rios, as mais diversas caracteristicas ambientais dos mais espetaculares ecossistemas da Terra. Por mais que o progresso seja a desculpa de toda essa degradação será mesmo que o progresso pode vir da morte e da destruição ?
A teoria neoclássica na qual as bases da economia se apoiam não considera o processo de degradação do ambiente e ao invés disso considera que toda e qualquer dificuldade que o homem encontre durante seu processo de expansão tecnológica será superada pela própria tecnologia sem levar em conta a capacidade de regeneração dos ambientes afetados.
O dinheiro fala alto, praticamente grita quando se trata de meio ambiente e grita de modo ensurdecedor na orelha das grandes companhias que alteram as caracteristicas de uma determinada área. A natureza quando colocada ao lado do dinheiro nada mais é do que um inseto sob nossos pés o qual mal percebemos, mas esquecemos que dela vem tudo que consumimos, desde nossos IPods, computadores, alimentos, calçados e todo o resto. Como algo tão grandioso pode ser esquecido ? Como algo tão maravilhoso pode ser desrespeitado dessa forma ? Somos o produto da própria natureza e agora viramo-nos contra ela, agredindo e matando em nome do papel que dela também é extraído.
As politicas atuais referentes ao meio ambiente são mancas e semi-paraliticas, muito precisa ser feito para que o cenário atual mude. A base da mudança é a conscientização da população em relação ao desenvolvimento sustentável, mudança de hábitos e costumes que há muito já estão arraigados à nossa cultura.
Um problema ambiental clássico são as enchentes, de que adianta o investimento em obras de contenção e amortização de cheias se a ocupação das regiões de várzea continua ? Se a população continua jogando lixo em locais que afetam diretamente o fluxo das águas pluviais ? Muito ainda precisa ser feito e é claro se não houver mobilização geral, tanto dos órgãos públicos e privados como da população este cenário jamais mudará.
E a base de toda evolução politico-social nada mais é do que a educação que quando priorizada melhora a qualidade de vida de todo um país, vejam por exemplo os países de primeiro mundo onde os níveis de analfabetos são nulos ou próximos de zero. Negar educação ao povo é um crime aos direitos do homem, uma população ignorante gera simples e puramente lucro aos mais instruídos por meio da exploração do trabalho, pela compra do voto através de políticas públicas inrrustidas de segundas intenções.
A idéia primordial desta postagem é expressar a revolta quanto ao desprezo dado ao meio ambiente, nossa mãe natureza dado por uma boa parte da população não importando o grau de instrução do individuo, tanto o rico quanto o pobre pode gerar danos ao ambiente e normalmente a população rica é a que gera mais impacto, já que junto com o maior poder aquisitivo vem também um maior consumo de bens (veja por exemplo o povo americano que consome mais de 1/3 dos recursos do planeta, se bem que isso também se deve a um programa de incentivo ao consumo que vem se desenvolvendo desde a crise da bolsa de 1930). Para que consumir tanto ? Para que ter 3 carros ? 10 televisores ? 200 celulares ? Para quê ????
Bom, provavelmente esse post ainda continuará, mas por enquanto o que é relevante em todo este discurso é que há uma necessidade (que ao meu ver já está atrasada uns 50 anos) de preservar o que ainda resta do meio ambiente, seja por meio das menores ações como, fechar a torneira ao escovar os dentes, reciclar suas latinhas e todo o "lixo" reciclável, use o material orgânico para fazer uma composteira http://www.planetaorganico.com.br/composto4.htm , entre muitas outras ações.
Uma pequena ação já ajuda a preservar o mundo (ou o que restou dele).

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